Tuesday, March 9, 2010

Terremoto no Chile


Por Kênia Lucena e Bernardo


O Chile foi atingido, no dia 27 de fevereiro de 2010, por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter, a cerca de 300 quilômetros a sul da capital, Santiago. O tremor teve epicentro na região de Maule, no mar, a 59,4 quilômetros de profundidade, no centro do país, distante 99 quilômetros da cidade de Talca e 117 de Concepción, o governo afirma que 80% da população sentiu os tremores da terra. A contagem dos mortos chegou a 802 pessoas, mas esse número pode aumentar, 19 pessoas ainda estão desaparecidas. Depois do terremoto, abalos secundários de 6,2 e 5,4 graus na escala Richter foram registrados.
As áreas mais afetadas se encontram na região centro-sul, onde fica a cidade de Concepción, esta é a segunda maior do país e foi umas das mais sofreu com a tragédia. As autoridades estimam que 2 milhões de chilenos, que corresponde a mais ou menos 12,5% da população, foram afetados e 500 mil construções foram danificadas ou destruídas. Já não bastasse a tragédia, a cidade ainda sofre com a falta de segurança e constantes saques em seus estabelecimentos comerciais. Além de serem relatados danos a hospitais e redes de infra-estrutura básica, como água, gás e eletricidade.
A região de Maule, foi a que mais teve vítimas, pois o epicentro do tremor estava bem próximo, regiões como Bio Bio, O’ Higgins, Santiago, Valparaiso e La Araucania também foram afetadas. A ilha Robinson Crusoé foi seriamente atingida com pelas ondas gigantes decorrentes do tremor, o tsunami matou centenas de pessoas nas áreas costeiras e na ilha, por esse motivo, foi emitido um alerta geral à vários países banhados pelo pacífico, para que se preparassem para o possível tsunami, eles seguindo o plano de evacuação, retiraram pessoas das áreas perigosas e fecharam estabelecimentos, perto do mar. Esta ação evitou maiores transtornos na infra-estrutura, assim como evitou que tivessem vítimas fatais.
Desde o tsunami de 2004, que matou 230 mil pessoas em vários países banhados pelo índico, os cidadãos e as autoridades desses países levam muito a sério o perigo de tsunami.
Os Estados Unidos possui uma agência chamada National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) que tem como missão: “proteger a VIDA, a PROPRIEDADE e conservar e proteger a NATUREZA”(NOAA web Site). Ela é responsável através do seu Centro de Alertas de Tsunamis no Pacifico(PTWC), localizado no Havaí, em alertar possíveis tsunamis na costa oeste dos EUA . O PTWC foi quem lançou um alertar, de tsunami, para 53 países banhados pelo oceano Pacífico, felizmente o alerta não se confirmou e o aviso foi retirado no dia 28 de fevereiro de 2010.
Ajuda ao Chile:
O Chile necessita, com urgência, de hospitais móveis, plantas de purificação de água, especialistas em análises de danos, assim como mais homens para compor as equipes de resgate e para a reconstrução do país. A ONU e países de todo o mundo, como: Argentina, Brasil, China e Japão, estão se mobilizando para ajudar o país com dinheiro, assistência medica, geradores de energia, ect .


Fonte:


Terremoto no Chile, Disponível em: <http://www.estadao.com.br/>. Acessado em: 04/03/2010, às 14:25.


Terremoto no Chile, Disponível em: <http://g1.globo.com/>. Acessado em: 04/03/2010 às 15:02.


National Oceanic and Atmospheric Administration, Disponível em: <http://www.prh.noaa.gov/> Acessado em: 06/03/2010, às 17:47.




Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf

Segue notícia retirada do site da ANVISA.

Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf9 de março de 2010
Mais de 800 mil litros de agrotóxicos interditados. Esse é o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (5), na fábrica da empresa Basf, em Guaratinguetá (SP). Entre os produtos interditados está o agrotóxico Opera, produto mais vendido pela empresa.Durante os três dias em que os ficais da Anvisa estiveram na indústria, foram encontradas inúmeras irregularidades, como uso de componentes e produtos técnicos (ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos) com prazo de validade vencidos e sem data de fabricação ou validade. A empresa alemã também não conseguiu comprovar o controle de qualidade e nem a rastreabilidade das pré-misturas dos componentes utilizados para a formulação dos agrotóxicos. “Verificamos que a data de fabricação das pré-misturas, utilizadas na elaboração do produto acabado, eram mais recentes que as do produto final”, afirma o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. Além disso, os fiscais da Agência identificaram que cada lote de agrotóxico possuía mais de dois mil litros de substâncias desconhecidas que não podiam ser identificadas e nem rastreadas.Os dados do sistema da Basf também não conferiam com os da linha de produção. “Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente, por isso problemas na produção desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos a saúde, como câncer e toxicidade reprodutiva em trabalhadores rurais e consumidores”, explica Álvares.O diretor da Anvisa destacou, ainda, as dificuldades que os técnicos passaram durante a fiscalização na Basf. “Com os nossos fiscais dentro da fábrica, as luzes foram apagadas, máquinas paradas e os responsáveis se negaram a assinar alguns documentos”, finaliza.A operação contou com o apoio da Polícia Federal de Cruzeiro e com a Vigilância Sanitária do Município de Guaratinguetá.InterdiçãoA interdição é válida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. O fabricante terá cinco dias úteis para apresentar a contraprova. As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas as irregularidades.Caso haja a verificação de crime ou de outras irregularidades, além das administrativas, os procedimentos são encaminhados para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.


Produtos agrotóxicos interditados, as informações seguem da seguinte ordem:
Produto
O que foi interditado?
Ingrediente ativo
Culturas
Motivo da interdição

Fastac 100 SC

linha de produção e todos os lotes nos estoques da BASF
alfacipermetrina
Algodão, milho e soja
- Falta de controle dos componentes utilizados na formulação
- Quantidades das Pré-misturas utilizadas não fecham com a quantidade final de produto formulado

Imunit

linha de produção e todos os lotes nos estoques da BASF
alfacipermetrina + teflubenzuron
Algodão, milho, soja e trigo
- Falta de controle dos componentes utilizados na formulação
- Quantidades das Pré-misturas utilizadas não fecham com a quantidade final de produto formulado

Nomolt 150

linha de produção e todos os lotes nos estoques da BASF
teflubenzuron
Algodão, batata, café, fumo, milho, repolho, soja e tomate
- Falta de controle dos componentes utilizados na formulação
- Quantidades das Pré-misturas utilizadas não fecham com a quantidade final de produto formulado

Opera

linha de produção e todos os lotes formulados em fevereiro de 2010
epoxiconazole + piraclostrobina
Amendoim, aveia, banana, café, cevada, milho, soja e trigo
- Falta de controle dos componentes utilizados na formulação
- Quantidades das Pré-misturas utilizadas não fecham com a quantidade final de produto formulado

Standak

linha de produção e todos os lotes nos estoques da BASF
Fipronil
Algodão, arroz, cevada, feijão, milho, pastagens, soja e trigo
- Falta de controle dos componentes utilizados na formulação
- Quantidades das Pré-misturas utilizadas não fecham com a quantidade final de produto formulado

Envoy

lote 001-1015000
epoxciconazol + piraclostrobina
Amendoim, café, milho, soja e trigo
Uso de componente vencido para a formulação do mesmo

Diversos componentes e produtos técnicos

*
*
Usados na formulação de agrotóxicos
Prazo de validade vencidos ou sem prazo de fabricação ou de validade

Fonte:
Imprensa / Anvisa, Disponível em
http://portal.anvisa.gov.br, acessado em 09/03/2010 às 17:17.

Monday, March 8, 2010

Terremoto no Haiti

No dia 07 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7 atingiu o Haiti, o país mais pobre das Américas. O tremor ocorreu às 16h53 locais (19h53 de Brasília) e devastou a capital Porto Príncipe. Pelo menos 200 mil pessoas morreram, 300 mil ficaram feridas e há um milhão de desabrigados.


A história do país é triste e muito turbulenta, mergulhada em ondas de violência, golpes militares e repreensão. Como se não bastasse enfrenta a décadas problemas socioeconômicos, onde sua população na maioria sofre com desnutrição e mais da metade sobrevive com menos de 1 dólar por dia. Estima-se que 80% da população viva abaixo da linha da pobreza.



O Haiti fica sobre a placa Caribenha que se estende do sul da República Dominicana até a Jamaica. Foram registrados tremores em 1751 na Ilha Hispaniola (República Dominicana) e em 1907 em Kingston, capital da Jamaica.


No dia 12 de janeiro, a Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos -USGS publicou boletim com as estimativas de população exposta a cada nível de estrago causado pelo terremoto no Haiti. Segundo este boletim, o país foi exposto ao nível 10, significando que a maioria das construções é destruída até suas fundações, ocorrem danos sérios a barragens e diques e acontecem grandes escorregamentos de terra.

Países como o Japão e os Estados Unidos, que convivem com a presença de terremotos importantes, têm tradição de possuir um sistema de monitoramento, de emissão de alertas e de engenharia evoluídos. São realizadas simulações de evacuação de prédios com a população, ensinado-a como se portar no momento do abalo e treinamentos de primeiros socorros. Esses países precisam proteger sua população e garantir a segurança das suas construções para que não colapsem quando submetidos a abalos sísmicos. As técnicas usadas para erguer prédios resistentes a terremotos não são tão complexas quanto se pode pensar. Paredes bem elaboradas e reforçadas utilizando técnicas da mais alta tecnologia, no lugar certo, podem fazer a diferença entre algumas rachaduras e o colapso completo da estrutura. O Haiti é uma região onde mais terremotos podem ocorrer, isto já está comprovado pela ciência. Tais medidas se fossem adotadas no Haiti poderiam ter minimizados os danos decorrentes do terremoto, evitando a morte de milhares de pessoas. No entanto, não há uma política construtiva neste sentido, onde certamente as prioridades são outras em meio a tanta pobreza. O contexto sócio-econômico do país, devido à sua limitação de recursos, dificulta o investimento em medidas de proteção frente ao risco imposto por terremotos.

Raios: uma ameaça constante

Helena Adorni Mazzotti e Alessandra da Costa Lunas



A existência do planeta como é conhecido hoje se deve aos muitos relâmpagos existentes há quatro bilhões de ano, pois estes foram os grandes responsáveis pela quebra dos gases primordiais e formação dos aminoácidos, princípio da vida na Terra (SuperInteressante, Ed 030, março de 1990).
Para entender os relâmpagos, é necessário entender a formação de uma nuvem que origina estes relâmpagos. Segundo Zavisa (HowStuffsWorks; 2010) as nuvens, geralmente a Cumulonimbus, possuem carga positiva em sua parte superior e negativa em sua parte inferior, são dielétricas e portanto, formam um campo elétrico cuja intensidade aumenta conforme as atividades das moléculas de água na nuvem aumentam. Com o aumento dessas atividades ocorre uma quebra da rigidez do ar, acabando com o isolamento dielétrico existente e produzindo descargas elétricas atmosféricas conhecidas como raios, os quais emitem um barulho (trovão) e uma luz com grande calor (relâmpagos) que dura cerca de meio segundo e propaga 5 a 10 Km (INPE – Grupo de Eletricidade Atmosférica). Os relâmpagos podem ser na nuvem, quando são dissipados apenas na atmosfera, e no solo, quando tem a trajetória incluindo o solo, sendo que apesar de 70% dos relâmpagos serem de nuvens, os mais conhecidos são os nuvem-solo, devido sua periculosidade (INPE – Grupo de Eletricidade Atmosférica).
Apesar dos relâmpagos terem sido essenciais na origem dos compostos orgânicos e na vida no planeta, a corrente elétrica de apenas um relâmpago é capaz de matar uma pessoa no instante que entra em contato com o seu corpo. Entre 2000 e 2009 morreram 1321 pessoas no Brasil, a cada três dias uma pessoa morre devido a uma descarga elétrica atmosférica (VEJA, 10 fev 2010). Ainda segundo a VEJA, no Brasil caem 57 milhões de raios por ano e das pessoas atingidas, 19% encontravam-se trabalhando no campo, 14% dentro de casa, 14% perto de veículos, 12% embaixo de árvores, 10% em campos de futebol, o restante estavam em outros locais.
Um exemplo de como os relâmpagos são atraídos por locais altos, é a esta foto do momento em que o relâmpago atinge o Burj Dubai, um prédio de 818 m de altura e 160 andares, em Dubai – Emirados Arábes (vide foto)
Levantamento feito pelo ELAT para a última década, reunindo informações de diversas fontes, entre elas o Departamento de Informações e Análise Epidemiológica do Ministério da Saúde, Defesa Civil, veículos de imprensa e ainda dados de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra onde morrem mais pessoas por raios (em que estados, municípios) e em que época do ano. Também são analisadas as circunstâncias mais comuns envolvidas nas mortes, a idade e sexo das pessoas, assim como as variações regionais da probabilidade anual de ser atingido por um raio. O estudo revela dados interessantes e surpreendentes. As mortes por ano sofreram variações significativas na última década. Os valores máximos ocorreram em 2001 e 2008, ambos os anos associados ao fenômeno La Niña. Os municípios que lideram o ranking de mortes por raios no Brasil são Manaus, seguido por São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro e Brasília. A incidência média de raios por ano no Brasil na última década foi de cerca de 57 milhões. O estado do Amazonas registrou o valor máximo de cerca de incidência 11 milhões de raios por ano. O estado de São Paulo registrou 2,3 milhões de raios por ano.

Conseqüências


O informativo nº 75 do ELAT afirma que os valores máximos de mortes por raios no Brasil ocorreram em 2001 e 2008, anos que também estão associado ao fenômeno La Niña. Este instituto divulgou também o ranking dos municípios do Centro- Sul com maior densidade de raios, sendo que os três primeiros no biênio de 2007-2008 são do estado de São Paulo, na seguinte ordem: Garulhos, São Caetano do Sul e Mairiporã.
Segundo Benseñor, I. e Lotufo, P. (http://ciencia.hsw.uol.com.br/acidentes-com-raios-no-brasil.htm) os danos causados pelos raios as pessoas podem ser devido a voltagem do relâmpago, que pode chegar a dois bilhões de volts, ou mesmo pelo impacto do raio, ocorre uma parada cardio-respiratória e contrações musculares.
Não há dados sobre morte de animais por raios, no entanto, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE relata que possivelmente milhares de animais morram anualmente em decorrência das correntes elétricas que chegam até os mesmos do solo pelas patas.
As árvores são pontos geralmente mais altos e possuem em seu interior a seiva que é melhor condutor que o ar, portanto, são usualmente atingidas e podem sofrer destruição parcial ou total, dependendo da localização de sua umidade (ELAT – INPE). Sabe-se que na região de Cerrado, muitos incêndios são provocados pelos relâmpagos que atingem árvores secas e, com isso, a latência de algumas sementes é finalizada permitindo que a região seja revegetada. Além disso, quando o raio entre em contato com solos compostos de areia, o aquecimento destes produz formas de vidro denominadas fulguritos (ELAT – INPE).
Os danos materiais também são intensos, o Jornal Meio Norte de Teresina - PI (05/09/2009) divulgou que a cada descarga elétrica gasta-se R$ 10,00 para reparar os danos das empresas de energia, o que anualmente dá um valor de 600 milhões de reais, enquanto as empresas de telecomunicações chegam a gastar cerca de 100 milhões de reais por ano para reparar os danos.
Concomitantemente a este fato, outras perdas também são ocasionadas, como morte de gado, atribuída pela tensão de passo (diferença de potencial entre as patas do animal no instante em que ocorre a dispersão da corrente elétrica no solo). Em agosto de 2009 (Zero Hora, 18 ago 2009) 21 vacas foram mortas devido à descarga elétrica de um raio na fazenda em que se encontrava, o prejuízo calculado é de 70 mil reais.

Precauções

Apesar de existirem alguns mitos em torno dos raios, como suas ligações com os deuses, alguns mitos propagados por nossas avós são explicados pela ciência. Caso esteja na rua durante uma tempestade, não é prudente se esconder embaixo de árvores, pois estas geralmente são os pontos mais altos. Em uma entrevista à revista VEJA, o pesquisador Pinto Junior afirma que o local mais seguro para ficar durante uma tempestade com raios é dentro de um carro fechado, devido ao fato que a corrente elétrica não penetra no seu interior, mas fica circulando pelo lado externo do carro, este efeito é chamado de “gaiola de Faraday”.
O uso de para-raios é comum para proteção de edifícios e casas, sendo que a função desse tipo de proteção é neutralizar as cargas elétricas dissipando as mesmas para a terra e fazer um caminho preferencial para as descargas a fim de minimizar as perdas nas estruturas (BOHN, A. R., UFSC).


FONTES:
SuperInteressante
http://origin.super.abril.com.br/ciencia/relampago-show-ceu-terra-439349.shtml

Ciência Hoje
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/217/ensaio-os-misterios-dos-relampagos

http://www.fisica.ufc.br/lfnm/relampagos/Elat_pf_data/Relampagos_p.html

How stuffs works – John Zavisa
http://ciencia.hsw.uol.com.br/relampago2.htm

Sousa, Rogério.
http://www.ufpa.br/ccen/fisica/aplicada/formac.htm

http://ciencia.hsw.uol.com.br/acidentes-com-raios-no-brasil.htm
Isabela Benseñor e Paulo Lotufo

Jornal de Teresina - Meio Norte
http://www.meionorte.com/josefortes,teresina-a-cidade-brasileira-que-mais-recebe-descargas-eletricas,98791.html


ELAT – INPE
http://www.inpe.br/webelat/homepage/

ZERO HORA
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2621665.xml&template=3898.dwt&edition=12937§ion=1003

Sunday, March 7, 2010

A dúvida de que Máquinas são Super Homens



O mundo de hoje é repleto de inovações. O ser humano está cada vez mais amparado por “muletas”, tecnologias que o permitem dar saltos cada vez maiores nos vários campos da ciência.
Hoje vivemos numa época inusitada, onde máquinas cada vez mais sofisticadas permitem interações de nação pra nação, pai para filho e de irmão para irmão mesmo que um esteja há 10.000 km de distância do outro. Toda essa interação só é possível, pois máquinas e tecnologias como internet, telefones móveis ou fixos, televisão e avião nos mantém conectados uns aos outros dia após dia, hora após hora, onde quer que você esteja. Mas infelizmente como nem tudo são flores, desastres como o do Airbus 330 da renomada companhia aérea francesa Air France que, fazia uma das mais conhecidas rotas Brasil Europa a UN873 segundo a Revista (ÉPOCA, 08, de junho, de 2009), nos faz indagar: será que estamos completamente seguros nesses tempos pós moderno? Bem para alguns sei que a resposta é positiva, mas para muitos principalmente após desastres como esse que apouco foi ocorrido, fica obvio que não.
O avião que caiu era entre os seus concorrentes um dos mais equipados e sofisticados de um mercado cada vez mais competitivo, a tecnologia usada no mesmo é a fly-by-wire que em português quer dizer voo-por-fios, ou seja, o piloto quase não é utilizado no processo, pois nesse sistema diversos sensores e programas fazem junto com um computador o serviço de pilotagem, deixando a cargo do piloto apenas uma pequena parte desse ofício cada vez mais da máquina do que do homem (ÉPOCA, 08, de junho, de 2009). Com isso surge mais um questionamento não menos pertinente do que o de outrora: será que podemos deixar a cargo de máquinas, funções como a de voar por exemplo? A resposta é complexa, pois se analisarmos as máquinas são construídas e programas por nós seres humanos, mas apesar disso possuem condições de processamento e obtenção de respostas bem mais ágeis, claro quando as mesmas estão em bom funcionamento. Pouca fiscalização e dribles por parte das empresas são cenários comuns em solo brasileiro segundo o coronel Douglas Machado (ÉPOCA, 08, de junho, de 2009), corroborando ainda mais para as supostas causas do acidente que retirou de maneira drástica 228 vidas, próximo ao litoral brasileiro a 1.200 quilômetros do recife. O lucro, o maior objetivo de toda empresa, quer aqui ou no mundo é um fator que atrela a si inúmeros conflitos e posicionamentos que, contribuem para decisões que afetam até mesmo a integridade do ser humano.
Várias empresas fazem com que seus funcionários trabalhem cada vez mais e por menos, a fim de reduzirem seus custos e aumentarem as margens de seus lucros. Nas companhias aéreas não é diferente, mas um fato merece nossa atenção os pilotos muitas vezes são cobrados por suas empresas, a traçar rotas que gastem menos combustível e tempo, talvez o experiente piloto de 58 e com mais de 11.000 horas de vôo Marc Dubois, possa ter decidido ultrapassar uma tempestade marcada por nuvens cúmulos nimbos as mais arriscadas e perigosas para um vôo, a fim de economizar combustível e também por confiar em sua capacidade e nos modernos equipamentos de seu sofisticado avião, fabricado em 2005.
Bom a resposta real para a terrível tragédia ainda é uma incógnita, mas não é pela falta de uma prova cabal que iremos deixar de lado os problemas que são de fácil percepção até mesmo pra um leigo. Apesar de todos os avanços, não podemos deixar de lado a capacidade da pessoa humana e de seu valor, talvez se o piloto Marc Dubois, tivesse além de sua vasta experiência, autonomia para traçar a mais segura e não a mais lucrativa rota e pudesse num caso de emergência “pedir a seu avião” que desse toda a autonomia para pilotar, talvez pudesse evitar mais um acidente. E não teria entrado para mais uma estatística que comparada a outras está cada vez menor menos letal, um bom sinal para os séticos de plantão.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/voo-af447/2009/06/01/ult7483u2.jhtm
Revista EPOCA, 8 de junho de 2009

Tuesday, March 2, 2010

Semana 2 - Introdução a avaliação de risco ambiental

Olá caros alunos,

Sejam bem-vindos ao blog de ARA!

Ao ler o que seus colegas postaram no ano passado, vcs irão verificar que tivemos algumas postagens que dizem respeito a grandes desastres de indústrias químicas e nucleares, que foram dramáticas em seu tempo. Estes desastres nos ensinam muito sobre os riscos ambientais. Por outro lado, há riscos ambientais diários os quais desconhecemos que estamos expostos e seus efeitos que dependem da dose de exposição: exposição a produtos tóxicos, como aqueles encontrados em cosméticos e produtos de limpeza.

Diferentemente do ano passado, neste primeiro semestre de 2010, a nossa atenção foi levada a rever outros graves problemas ambientais de magnitude quase globais, que geram riscos associados às mudanças ambientais globais: chuvas e inundações, com deslizamento de terra em diversas regiões no sudeste e centroeste brasileiro, na África, Europa e outras regiões da América do Sul; raios e mais raios que caem sobre nosso território devido ao aquecimento global e que podem gerar danos materiais, e a pessoas, causar inclusive a queda de grandes jets como o que ocorreu com o da airfrance no ano passado; terremotos como no Haiti e depois no Chile, este último inclusive gerou um alerta de tsunamis no pacífico sul!

Espero que vocês tenham muito entusiamo para ler o que foi postado por seus colegas que cursaram esta disciplina no ano passado e depois possam também compartilhar neste espaço o que vcs encontraram de interessante e que ao final possam construir juntos um lugar de troca de idéias sobre os riscos ambientais que hoje vivemos.

somente relembrando o website do US Geological service
usgs.gov

Os grupos ficaram divididos assim:
g1 - Eliel e Thiago - Chuvas
g2 - Erika, Igor e Thomson - Haiti
g3 - Kenia e Bernardo - Chile
g4 - Dyego e Romulo - Airfrance
g5 - Alessandra e Helena - Raios

Um abraço a todos e bom trabalho

Renata

Wednesday, November 18, 2009

ISO 31000

Alunas: Bruna Silva
Luciana Lucas
A nova norma ISO 31000 não concorre com outras orientações e alinhamentos com outros conjuntos de regras específicas, por se tratar de uma proposta de convergência alinhada com a versão integrada da ERM (Entrerprise Risk Management), um grande desafio vai ser estabelecer uma linguagem para que as organizações possam programar a gestão de riscos com seus processos.
Surgiu à idéia da ISO 31000 a 04 anos, na primeira reunião da Internation Organization for Satandartization, baseada na norma Australiana / Neozelandesa 4360. Muitas práticas e terminologias das corporações do mundo todo foram adotadas e questionadas, ou não, na nova norma formando sua estrutura. Países como Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, China, França, Inglaterra, Itália, Japão, Suíça, Suécia, Singapura, Tailândia e Nova Zelândia, participaram da reunião. Muitos outros países enviaram comentários tornando a norma mais democrática.
A ISO 31000 surgiu da necessidade de harmonizar padrões,regulamentações e frameworks publicados anteriormente e de certa forma estão relacionados com a gestão de risco. Sua origem vem da necessidade das corporações de lidar com as incertezas que podem afetar seus objetivos aplicadas por empresas, também para integrar as diversas terminologias e metodologias, que hoje ainda falta um consenso em relação à terminologia e aos conceitos utilizados para a gestão de risco, fornecem diretrizes para implementação de gestão de risco em organizações de qualquer tipo, tamanho ou área de atuação.
ISO 31000 no Brasil
No segundo semestre de 2009 previsto para o final de outubro ou final de novembro, será lançada oficialmente a ISO 31000, que possui como desafio integrar os diferentes conceitos da Gastão de Riscos Corporativos. A norma está sendo desenvolvida por uma comissão especial da ISO (International Organization for Standardization) e teve sua numeração definida como ISO 31000.
No Brasil, contribuíram com o documento, empresas como ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, ASSESPRO - Associação Brasileira das Empresas de TI, Banco do Brasil, Bayer, BNDES, CEF, CEMIG, CPQD, CQSI, EMBRAER, FEBRABAN, Martins de Almeida Advogados, Módulo Security, Petrobras, QSP, Samarco Mineração e Tribunal de Contas da União.
A ISO 31000 contém as melhores práticas e as melhores diretrizes, e, uma das partes específicas, fala sobre a gestão de risco avançada ou aprimorada ou tubinada, é exatamente uma gestão de risco onde estas melhores práticas são utilizadas no seu auge. Prevê conjunto de diretrizes, a norma que se aplicam praticamente em todas as empresas, sendo que em específico o destaque sejam as práticas mais avançadas no nível de maturidade que seriam aplicadas em empresas que já possuem um nível de maturidade de gestão de risco, mais aprimorado.
Justiça Ambiental
Entende-se por Justiça Ambiental o conjunto de princípios que asseguram que nenhum grupo de pessoas, sejam grupos étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela desproporcional das consequências ambientais negativas de operações econômicas, de políticas e programas federais, estaduais e locais, bem como resultantes da ausência ou omissão de tais políticas.
O tema da justiça ambiental relaciona-se à desigual distribuição dos benefícios e dos gravames impostos pela legislação ambiental, ou mesmo pelos problemas ambientais, entre diferentes grupos sociais. Nesse sentido, grupos mais vulneráveis de uma dada comunidade, como a população de baixa renda, grupos raciais ou étnicos, entre outros, podem ser afetados desproporcionalmente por efeitos negativos da legislação ambiental, devendo a eles ser conferido o direito de participar efetivamente das decisões que os afetem a pleitear medidas compensatórias pelos gravames por eles suportados.
Há benefícios e gravames que decorrem diretamente das normas ambientais. Elas produzem vários benefícios diretos aos indivíduos: permitem-lhes o desfrute da natureza, sobretudo quando há a criação de parques e áreas de preservação abertas á visitação, reduzem problemas de saúde relacionadosà poluição e à contaminação e, algumas vezes, geram empregos relacionados ao controle da poluição, notadamente no desenvolvimento de novas tecnologias de menor impacto ambiental. quanto aos ônus decorrentes dessas normas, pode-se apontar o aumento dos custos de produtos e serviços, decorrentes de medidas e processos de proteção ambiental a ser suportada por produtores e consumidores, a eliminação de postos de trabalho em indústrias poluentes e, finalmente, os investimentos públicos canalizados para a proteção ambiental que deixam de ser gastos em outras políticas sociais, como por exemplo, naquelas voltadas à população de baixa renda.
O movimento, que ficou conhecido como Justiça Ambiental, surgiu nos Estados Unidos na década de 80 do século XX.
No Brasil, a utilização do conceito de justiça ambiental não é frequente, embora a temática dos problemas sociais esteja presente nas discussões sobre políticas de proteção ambiental. No entanto, é necessário um aprofundamento da sua discussão, dos diagnóticos acerca dos elementos principais da injustiça ambiental no país e das possibilidades de sua superação em programas e medidas específicos, com a participação das diferentes comunidades envolvidas e com a utilização e expansão dos espaços abertos a essa participação na legislação urbanística e ambiental.
Vulnerabilidade
Da noção de risco à noção de vulnerabilidade, buscou-se melhor articular as condições que favorecem a suscetibilidade de sujeitos a agravos. Enquanto com a noção de risco buscou-se calcular a probabilidade de ocorrência de um agravo em um grupo qualquer com determinada características, abstraídas outras condições intervenientes, com a noção de vulnerabilidade procura-se julgar a suscetibilidade do grupo a esse agravo, dado certo conjunto de condições intercorrentes.
Processos de vulnerabilização
O processo é associado correntemente a três fatores - individuais político-institucionais e sociais. a abordagem pelo lado do indivíduo leva a sugerir forte interveniência de escolhas individuais: a) os que vivem em condição de risco ou b) cometem erros de cálculo quando deixam de investir ou fazem más escolhas na constituição de sua carteira de ativos.
Mas mesmo quando consideramos que a vulnerabilidade é socialmente produzida e que práticas político institucionais concorrem para vulnerabilizar certos grupos sociais, o lócus da observação tende a ser o indivíduo e não o processo.
Relação de vulnerabilidade
A vulnerabilidade é uma noção relativa, está normalmente associada à exposição aos riscos e designa a maior ou menor susceptibilidade de pessoas, lugares, infra-estruturas ou se tornarem menos vulneráveis, via mobilidade espacial, influência nos processos decisórios, controle do mercado das localizações etc., enquanto que outros terão sua mobilidade restrita aos circuitos da vulnerabilidade debaixo de um viaduto para cima de um oleoduto etc. Mas há também fatores subjetivos, ocorrem diferentes concepções do que seja tolerável ou intolerável numa dada condição de existência.
Consideradas, pois as relações e contexto há diferentes vulnerabilidades diferentes situações e condições que se articulam nos distintos momentos e localizações.