Monday, March 21, 2011

Um Programa Nacional para Avaliar Perigos, Riscos e Resiliencia.

Em 2007, o USGS (Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos), desenvolveu uma estratégia cientifica para delimitar os possíveis danos naturais nas próximas décadas, visando principalmente as potencias áreas de riscos a partir de diversos seguimentos da ciência, para promover bem estar e segurança as nações.
Este sistema de monitoramento e estudo de acontecimentos naturais conta com dados em tempo real a partir de satélites e um histórico acerca das condições naturais ao longo do tempo.
O desafio do USGS consiste em expandir e modernizar o sistema de monitoramento e comunicação para servir de ferramenta para o estado se preparar para lidar com eventos naturais que ponham em risco a humanidade como atividade vulcânica, terremotos, ploriferação de doenças entre outros potenciais perigos naturais. O aumento de pesquisas na área de causas e conseqüências dos perigos naturais em relação a sociedade, clima e meio-ambiente, é também uma das áreas de atuação do USGS, promovendo o desenvolvimento de modelos para gerir mitigação em situações de emergência a curto e longo prazo.
O USGS atua juntamente com parceiros de pesquisa na área governamental, acadêmica e do setor privado, para preparar a sociedade a lidar com os perigos naturais, usando a comunicação como uma das principais ferramentas.

Saturday, March 19, 2011

Semana 2 - GRA - Avaliação de risco e licenciamento de gasodutos

A dissertação primeiramente faz uma explanação das etapas de uma Avaliação de Risco Ambiental (ARA) para em seguida tratar do caso do gasoduto São Carlos - Porto Ferreira

As etapas básicas da ARA são: identificação de perigos; estimativa das frequências; análise das consequências; e caracterização dos riscos. Para identificação de perigos, podem ser usados os métodos: What-if, Listas de Verificação (Checklists), FMEA (Failure Mode and Effects Analysis), Hazop (Hazard and Operability Study) e Árvore de Falhas. A frequência (ou probabilidade) é estimada pela coleta de dados históricos de falhas e o desenvolvimento de cenários de acidentes. Na análise das consequências procura-se caracterizar a quantidade, a forma e a taxa de material e energia liberados, são usados modelos de transporte do material pelo meio ambiente, e avaliam-se os efeitos sobre a saúde humana e o ambiente. Por fim, contabilizam-se os riscos individuais e sociais, pela combinação dos resultados das etapas anteriores (Risco = Frequência x Consequência). O resultado é mostrado por indicadores de risco (fatalidades, ferimentos, invalidez e perdas econômicas) que podem ser ilustrados graficamente usando-se: plotagem dos contornos de risco, perfil de risco e curvas F-N.

O transporte de gás natural em gasodutos implica em vários riscos de acidentes. O perigo do gás natural decorre de suas propriedades inflamáveis e tóxicas. Uma análise histórica dos acidentes mostra que as causas mais frequentes são falha mecânica, erro humano e eventos externos, e os principais causadores são escavações, atividades de construção, defeitos em materiais e corrosão. Entre os fatores que contribuem para exposição das pessoas ao risco estão a passagem por áreas povoadas, falta de sinalização, manutenção inadequada, e desconhecimento da população. A probabilidade de ocorrência de acidentes aumenta junto com a densidade populacional, a presença de atividade agrícola, o número de pontos de inflexão na rota e em topografias acidentadas. Como consequências potenciais de um acidente são citados: centenas de feridos e mortos, milhares de pessoas afetadas, danos materiais, sociais e ecológicos.

Para realização da ARA, foram obtidos dados georreferenciados da região do percurso e em seguida foram realizadas as etapas da ARA propriamente dita: 1) determinação das hipóteses de acidentes (rupturas, furos ou fissuras) que resultariam em vazamento de gás, por meio da revisão de literatura internacional; 2) determinação da frequência dos acidentes postulados, a partir de dados históricos internacionais; 3) determinação da exposição do público, definindo-se a Zona de Perigo, em função dos cenários de acidente e das características locacionais e ambientais; e 4) a partir da integração dos resultados anteriores, calcularam-se os riscos em vários pontos ao longo da extensão do gasoduto. Como resultado, são apresentadas as estimativas de risco anual de fatalidades.

Para os trechos considerados críticos, o autor propôs um traçado alternativo e seus riscos sociais foram comparados aos do traçado implantado. Ressalta-se um trecho crítico na cidade de Descalvado, onde o gasoduto passa sob uma zona residencial povoada, tendo sido empregado como medida de proteção pelo empreendedor um tubo-camisa. Ao analisar a eficácia dessa medida, o autor que conclui que ela é insuficiente para reduzir o risco a um valor aceitável. O autor mostra que o traçado alternativo resultaria numa medida bem mais eficaz de redução do risco que o método usado pelo empreendedor, representando também uma alternativa mais econômica.

Por fim, o autor conclui que o processo de licenciamento do empreendimento da Gás Brasiliano pela CETESB foi muito falho em diversos pontos e com isso não cumpriu sua função de minimizar os riscos para a população e o meio ambiente. Entre as fraquezas do licenciamento evidenciadas no trabalho, temos que os critérios de aceitabilidade de risco adotados pela CETESB são muito permissivos quando comparados aos adotados em outros países, o uso da RAP em vez do EIA como instrumento de licenciamento eliminou a exigência de que a análise de risco fosse realizada antes da aprovação do traçado do duto.

O estudo de Kirchhoff destaca-se por ser uma das poucas publicações brasileiras sobre riscos relacionados ao setor do gás natural. A escassez de trabalhos sobre o assunto na literatura nacional talvez possa ser atribuída à baixa percepção do risco da sociedade e dos tomadores de decisão sobre as atividades nessa área. Os riscos inerentes ao uso do gás são claramente evidenciados pelo histórico de acidentes do setor. Alguns exemplos extremos são as explosões históricas em Cleveland e na Escola New London nos EUA, ou, mais recentemente, o catastrófico blowout de 2003 em Chongqing, China, que resultou em 234 mortos, 10 mil intoxicados e 60 mil evacuados (People’s Daily / China Daily). Apesar disso, a cobrança da opinião pública brasileira para a segurança do setor ainda é irrisória. Assim, considerando-se a perspectiva de uso crescente do gás natural decorrente do início da exploração das bacias do pré-sal e a recente instalação de portos de GNL, o trabalho em tela constitui uma importante contribuição para apontar a necessidade de maior atenção à segurança no setor de gás natural brasileiro e, em particular, para melhorar o processo de licenciamento de futuros gasodutos.

Resenha atualizada em 20/03/2011 por Fábio de Azevedo Petra Bittencourt.

Dissertação: Kirchhoff, Denis. Avaliação de risco ambiental e o processo de licenciamento: o caso do gasoduto de distribuição gás brasiliano trecho São Carlos - Porto Ferreira. São Carlos: 2004. 150 p. Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos. p. 12-53.

Friday, March 18, 2011

Novos blogs de projetos de risco ambiental adicionados a nossa lista de blogs favoritos

Olá caros leitores deste blog,
frente a esta tregédia sem precendentes na história do mundo desde a Segunda Grande Guerra mundial do século 20, vivemos num momento único para mudarmos o nosso destino perane a redução dos riscos que vivemos. E as mudanças podem se iniciar com a educação, especialmente preparando nossos engenheiros e nossos menstrandos para o enfrentamento e a gestão de riscos ambientais!

Os alunos que se inscreveram nesta disciplina na Universidade catolica de Brasilia tem a chance de trabalhar em projetos relacioandos a risco ambietal, que são reais. Colocamos um link para o blog dos titulos dos projetos (Projetos na disciplina de ARA e GRA), e em breve alguns trabalhos estarão disponíveis para seu download!
Aguarde!
enquanto isso, acompanhe a discussão sobre a questão nuclear, segurança e defesa civil no Cidades e Soluções, cujo link para o blog está na nossa lista tmabém.
Um super abraço

Renata

Thursday, March 17, 2011

BBC: Sem precedentes na história de enrgia nuclear, os reatores de Fukushima estão mais perigosos e evacuação continua

Japan steps up cooling operation

Professor Andrew Sherry explains the situation as helicopters spray water to cool nuclear reactors

Japan says it is stepping up efforts to cool overheating fuel at the tsunami-hit Fukushima Daiichi nuclear plant.

Helicopters dumped tonnes of sea water to try to prevent fuel rods melting, and media reports said water cannon had now joined in the operation on the ground.

Following the crisis, China suspended approval for new nuclear plants.

The confirmed death toll from Friday's 9.0 magnitude quake, which triggered the tsunami, has risen above 5,000.

Police say more than 5,400 people are confirmed dead and about 9,500 more are still missing.

'Deep condolences'

Japan's military CH-47 Chinook helicopters began spraying tonnes of sea water on reactors 3 and 4 at Fukushima, 220km (140 miles) from Tokyo, at 0948 local time (0048 GMT), officials said.

Analysis

The attempt to use helicopters and water cannon to dump seawater on to the Fukushima power station is almost certainly unprecedented in more than half a century of nuclear power.

The water was not destined for the reactors themselves - they are contained within containment systems that are designed to be sealed tight and which appear to be intact, with the possible exception of a crack in a vessel attached to No 3 reactor.

The targets were cooling ponds situated above the reactors, which store fuel rods. The ponds in buildings 3 and 4 - and possibly more - are certainly short of water, possibly completely dry.

This means the rods get hot, increasing the chances of radioactive substances being released. It also exposes workers to radiation from the rods.

The positive development is that electric power may be restored to the plant in the coming hours, meaning pumps can be restarted - if they are still operational.

The aircraft dumped four loads before leaving the site in order to minimise the crews' exposure to radiation. On Wednesday, the helicopters were forced to abort a similar operation amid concerns over high radiation levels.

The BBC's Chris Hogg in Tokyo says the helicopters can carry an enormous amount of water but given the high winds it is difficult to know whether it has been dropped accurately.

Video footage suggests the attempts were not very successful, with most of the water falling outside the target buildings.

Later military lorries on the ground joined in with water cannon, dousing reactor 3, the NHK TV network said.

Initially police crews had tried to spray the reactor but were forced to withdraw because they would have been exposed to high radiation levels. The military vehicles, unlike those of the police, are built to allow personnel to remain inside, NHK reported.

The operation was intended to help cool the reactors and also to replenish water in a storage pond with spent fuel rods.

Officials also said they were hoping that they would restore "as soon as possible" the power supply to the plant, which is needed for the cooling system and back-up generators.

"If the restoration work is completed, we will be able to activate various electric pumps and pour water into reactors and pools for spent nuclear fuel," a spokesman for Tokyo Electric Power Company, which runs the plant, told the AFP news agency.

Watch: Foreign nationals at Haneda Airport explain why they want to leave Japan

The US has also been asked to fly a drone over the site to help assess the situation.

The crisis has prompted China to suspend approval of new nuclear power stations and carry out checks on existing reactors.

China currently gets about 2% of its electricity from nuclear power, but is building more reactors than any other country in the world.

In Tokyo, our correspondent says that despite an air of superficial calm there are signs of unease under the surface.

Cash machines at one bank went down for a couple of hours on Thursday afternoon - prompting speculation that some people may be stocking up on reserves of cash in case the situation deteriorates.

Britain has advised its nationals currently in Tokyo and to the north of the capital to consider leaving the area, and to keep outside an 80km radius of the Fukushima plant, in line with US state department instructions.

Fukushima Daiichi: What went wrong

  • Reactor 1: Was first to be rocked by an explosion on Saturday; fuel rods reportedly 70% damaged
  • Reactor 2: There are fears a blast on Tuesday breached a containment system; fuel rods reportedly 33% damaged
  • Reactor 3: Explosion on Monday; smoke or steam seen rising on Wednesday; damage to roof and possibly also to a containment system
  • Reactor 4: Hit by a major blaze (possible blast) on Tuesday and another fire on Wednesday

France has urged its citizens in Tokyo to leave the country or move south. A French air force jet took 250 French nationals to South Korea, and two Air France planes are due to begin evacuations.

In areas of the north-east badly hit by the tsunami, bitter winter weather has added to the misery of survivors, though more supplies are now reported to be reaching them.

Also, Japan's Kyodo news agency quoted rescuers as saying that the search for victims had expanded over a wider area as access is improved with the clearance of debris.

About 380,000 people are currently still in temporary shelters, many sleeping on the floor of school gymnasiums.

The crisis has also continued to affect the markets - the benchmark Nikkei index fell 3.6% in early Thursday trading in Tokyo, shortly after the yen briefly hit the highest level against the US dollar since World War II.

Fukushima map