Wednesday, November 18, 2009

ISO 31000

Alunas: Bruna Silva
Luciana Lucas
A nova norma ISO 31000 não concorre com outras orientações e alinhamentos com outros conjuntos de regras específicas, por se tratar de uma proposta de convergência alinhada com a versão integrada da ERM (Entrerprise Risk Management), um grande desafio vai ser estabelecer uma linguagem para que as organizações possam programar a gestão de riscos com seus processos.
Surgiu à idéia da ISO 31000 a 04 anos, na primeira reunião da Internation Organization for Satandartization, baseada na norma Australiana / Neozelandesa 4360. Muitas práticas e terminologias das corporações do mundo todo foram adotadas e questionadas, ou não, na nova norma formando sua estrutura. Países como Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, China, França, Inglaterra, Itália, Japão, Suíça, Suécia, Singapura, Tailândia e Nova Zelândia, participaram da reunião. Muitos outros países enviaram comentários tornando a norma mais democrática.
A ISO 31000 surgiu da necessidade de harmonizar padrões,regulamentações e frameworks publicados anteriormente e de certa forma estão relacionados com a gestão de risco. Sua origem vem da necessidade das corporações de lidar com as incertezas que podem afetar seus objetivos aplicadas por empresas, também para integrar as diversas terminologias e metodologias, que hoje ainda falta um consenso em relação à terminologia e aos conceitos utilizados para a gestão de risco, fornecem diretrizes para implementação de gestão de risco em organizações de qualquer tipo, tamanho ou área de atuação.
ISO 31000 no Brasil
No segundo semestre de 2009 previsto para o final de outubro ou final de novembro, será lançada oficialmente a ISO 31000, que possui como desafio integrar os diferentes conceitos da Gastão de Riscos Corporativos. A norma está sendo desenvolvida por uma comissão especial da ISO (International Organization for Standardization) e teve sua numeração definida como ISO 31000.
No Brasil, contribuíram com o documento, empresas como ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, ASSESPRO - Associação Brasileira das Empresas de TI, Banco do Brasil, Bayer, BNDES, CEF, CEMIG, CPQD, CQSI, EMBRAER, FEBRABAN, Martins de Almeida Advogados, Módulo Security, Petrobras, QSP, Samarco Mineração e Tribunal de Contas da União.
A ISO 31000 contém as melhores práticas e as melhores diretrizes, e, uma das partes específicas, fala sobre a gestão de risco avançada ou aprimorada ou tubinada, é exatamente uma gestão de risco onde estas melhores práticas são utilizadas no seu auge. Prevê conjunto de diretrizes, a norma que se aplicam praticamente em todas as empresas, sendo que em específico o destaque sejam as práticas mais avançadas no nível de maturidade que seriam aplicadas em empresas que já possuem um nível de maturidade de gestão de risco, mais aprimorado.
Justiça Ambiental
Entende-se por Justiça Ambiental o conjunto de princípios que asseguram que nenhum grupo de pessoas, sejam grupos étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela desproporcional das consequências ambientais negativas de operações econômicas, de políticas e programas federais, estaduais e locais, bem como resultantes da ausência ou omissão de tais políticas.
O tema da justiça ambiental relaciona-se à desigual distribuição dos benefícios e dos gravames impostos pela legislação ambiental, ou mesmo pelos problemas ambientais, entre diferentes grupos sociais. Nesse sentido, grupos mais vulneráveis de uma dada comunidade, como a população de baixa renda, grupos raciais ou étnicos, entre outros, podem ser afetados desproporcionalmente por efeitos negativos da legislação ambiental, devendo a eles ser conferido o direito de participar efetivamente das decisões que os afetem a pleitear medidas compensatórias pelos gravames por eles suportados.
Há benefícios e gravames que decorrem diretamente das normas ambientais. Elas produzem vários benefícios diretos aos indivíduos: permitem-lhes o desfrute da natureza, sobretudo quando há a criação de parques e áreas de preservação abertas á visitação, reduzem problemas de saúde relacionadosà poluição e à contaminação e, algumas vezes, geram empregos relacionados ao controle da poluição, notadamente no desenvolvimento de novas tecnologias de menor impacto ambiental. quanto aos ônus decorrentes dessas normas, pode-se apontar o aumento dos custos de produtos e serviços, decorrentes de medidas e processos de proteção ambiental a ser suportada por produtores e consumidores, a eliminação de postos de trabalho em indústrias poluentes e, finalmente, os investimentos públicos canalizados para a proteção ambiental que deixam de ser gastos em outras políticas sociais, como por exemplo, naquelas voltadas à população de baixa renda.
O movimento, que ficou conhecido como Justiça Ambiental, surgiu nos Estados Unidos na década de 80 do século XX.
No Brasil, a utilização do conceito de justiça ambiental não é frequente, embora a temática dos problemas sociais esteja presente nas discussões sobre políticas de proteção ambiental. No entanto, é necessário um aprofundamento da sua discussão, dos diagnóticos acerca dos elementos principais da injustiça ambiental no país e das possibilidades de sua superação em programas e medidas específicos, com a participação das diferentes comunidades envolvidas e com a utilização e expansão dos espaços abertos a essa participação na legislação urbanística e ambiental.
Vulnerabilidade
Da noção de risco à noção de vulnerabilidade, buscou-se melhor articular as condições que favorecem a suscetibilidade de sujeitos a agravos. Enquanto com a noção de risco buscou-se calcular a probabilidade de ocorrência de um agravo em um grupo qualquer com determinada características, abstraídas outras condições intervenientes, com a noção de vulnerabilidade procura-se julgar a suscetibilidade do grupo a esse agravo, dado certo conjunto de condições intercorrentes.
Processos de vulnerabilização
O processo é associado correntemente a três fatores - individuais político-institucionais e sociais. a abordagem pelo lado do indivíduo leva a sugerir forte interveniência de escolhas individuais: a) os que vivem em condição de risco ou b) cometem erros de cálculo quando deixam de investir ou fazem más escolhas na constituição de sua carteira de ativos.
Mas mesmo quando consideramos que a vulnerabilidade é socialmente produzida e que práticas político institucionais concorrem para vulnerabilizar certos grupos sociais, o lócus da observação tende a ser o indivíduo e não o processo.
Relação de vulnerabilidade
A vulnerabilidade é uma noção relativa, está normalmente associada à exposição aos riscos e designa a maior ou menor susceptibilidade de pessoas, lugares, infra-estruturas ou se tornarem menos vulneráveis, via mobilidade espacial, influência nos processos decisórios, controle do mercado das localizações etc., enquanto que outros terão sua mobilidade restrita aos circuitos da vulnerabilidade debaixo de um viaduto para cima de um oleoduto etc. Mas há também fatores subjetivos, ocorrem diferentes concepções do que seja tolerável ou intolerável numa dada condição de existência.
Consideradas, pois as relações e contexto há diferentes vulnerabilidades diferentes situações e condições que se articulam nos distintos momentos e localizações.

Thursday, October 22, 2009

Olá  a todos,

 

Espero que estejam bem e seguros, apesar da chuva grossa que tem caído no DF causando alagamentos e longos congestionamentos. Devido a um raio que caiu aqui perto, fiquei  sem acesso a internet desde terça-feira, por isso não consegui enviar a minha apresentação.

Abaixo estão as informações necessárias para que todos os grupos comecem a fazer o seu capítulo sobre a a análise de risco de sua cidade:

 1. Dados a coletar para a próxima semana estão grifados

a) Demográficos: população, renda, índice de gini (dados do IBGE)

b) Mapa da região (hidrográfico, viário e topográfico)

c) Mapear as ameaças, resultados, exposição e consequencia. Fazer a análise de risco, árvore de eventos e de falha.

d) Gerar a matriz de riscos. Priorizar as ameaças e dar pesos aos riscos. Para cada ameça quais são as populações, bens e ecossistemas mais vulneráveis (maior risco).

 

2. Seguem abaixo os links para os documentos que devem ser consultados, lidos e feito o resumo para a próxima semana.

Texto de Environmental Justice

http://www.scielo.br/pdf/rsp/v42n6/en_6968.pdf

 

texto de Justiça Ambiental

http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/2002/GT_MA_ST5_Acselrad_texto.pdf

 

Texto de Justiça Ambiental

www.cienciasecognicao.org/artigos/v06/m34558.htm

 

Site da Defesa Civil:

http://www.defesacivil.gov.br/index.asp

 

Exemplo  de estudo Cabo de Santo Agostinho

http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/programas-urbanos/biblioteca/prevencao-de-riscos/planos-projetos-elaborados/prefeitura-municipal-de-cabo-de-santo-agostinho-pe/PMRRvolume3.pdf

 

Defesa Civil DF

http://defesacivildf.blogspot.com/2008/09/defesa-civil-df-na-universidade-catlica.html

 

Saúde Ambiental

http://189.28.128.179:8080/cnsa


3. Formato do resumo de uma página para o dia 27/10 (máximo 1000 palavras):

a) Para os artigos sobre justiça ambiental:

Indicar como os principais conceitos ligados a avaliação de risco são utilizados pelo(s) autor(es). Qual é o objetivo do artigo. Qual é a metodologia utilizada?  Principais conclusões. Qual a importância desta bibliografia ao nosso estudo no DF.

 

b) Páginas da rede ou blog

Como os conceitos são feitos nestes sítio na web. Procurar ligar as informações pertinentes ao trabalho final: como as ameaças/perigos são diagnosticados e o risco é calculado, priorizado e mapeado em nível nacional e local (DF), e depois gerenciados (Cabo de Santo Agostinho).

 


Um forte abraço e mãos à obra futuros engenheiros

 

Renata

Friday, September 25, 2009

Relatório sobre os riscos ambientais do H1N1

Alunas: Bruna Silva e Luciana Lucas

O novo vírus da Gripe A (H1N1), que apareceu recentemente, é o novo subtipo de vírus que afeta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das varaintes humana, aviária e suína do vírus da gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A (H1N1) é transmissível entre os seres humanos.
Os primeiros casos da gripe Influenza A surgiram no México em 2008. Inicialmente acreditava-se que se tratava de mais uma virose tropical muito comum em países em desenvolvimento onde o meio rural é précario em condições sanitárias. Com o passar dos dias e disseminação rápida da infeção os cientistas disparam o alerta sobre o novo vírus.
Tratava-se de uma nova variedade (variante) de um vírus comum entre os humanos e animais domésticos o vírus da família Influenza. Este vírus é responsável pela gripe comum e famoso por sua capacidade de mutação e adaptação. Presente na história da humanidade desde o início dos tempos, com o aumento da população mundial oa vírus da família Influenza encontraram campo fértil para sua disseminação - cidades super habitadas e precárias condições de vida. Foi um vírus tipo Influenza o responsável por pandemias famosas a Gripe Espanhola que ceifou milhões de vidas no início do século é o exemplo mais conhecido.
O vírus da gripe suína, assim como da gripe das aves, já era conhecido dos cientistas por infectar porcos. Mas desta vez, diferente do que ocorreu na Ásia, o vírus sofreu uma mutação. Ou ocorreu uma combinação entre o tipo da gripe comum e da gripe suína (pesquisas indicam relação genética entre o atual vírus H1N1 e os vírus da gripe espanhola, gripe suína e gripe avaiária). O fato é que o novo vírus adquiriu capacidade de transmissão de humano para humano e a epidemia foi praticamente inevitável.
Quando uma doença contagiosa se dissemina em larga escala alcançando diversas populações em vários continentes é chamada de pandemia. De fato, pandemia é uma epidemia em escala global. Epidemia por sua vez é a disseminação da doença em grande números de pessoas porém em escala regional. Em 2003, ouvimos falar da Gripe Aviária e na SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causada pelo vírus H5N1 tipo de influenza. Ambas foram classificadas como epidemias e juntas causaram cerca de 150 mortes.
Existiram outras pandemias: Gripe Espanhola: A mais importante foi a gripe espanhola que atingiu o mundo entre 1918-1919. O vírus Influenza A infectou metade da população mundial e mais de 20 milhões de pessoas morreram. Ela se iniciou na Europa se espanhola posteriormente para América do Norte e América do Sul. O Brasil contabilizou 35 mil mortos sendo um dels o Presidente da República reeleitoRodrigues Alves.
Gripe Asiática 1957-1958: o vírus H2N2 fez suas primeiras vítimas na China, onde teve seu primeiro isolamento. Em dois meses a doença se espalhou por Hong Kong, Cingapura, Índia e todo o Oriente. Depois foi a vez da África, Europa e Estados Unidos onde causou cerca de 70 mil mortes. Em dez meses, o vírus se espalhou por todo o mundo devido à popularização das viagens aéreas e à sua variação antigênica. O número de mortes chegou a dois milhões. A OMS diz que esta gripe pode ter contaminado até 80% da população mundial.
Gripe de Hong-Kong: o vírus influenza a H3N3 causou a última pandemia do século XX e foi responsável pela morte de um milhão de pessoas.
Influenza é a família de vírus responsável pela gripe que conhecemos trata-se de organismo simples com menos de 16 genes mas com imensa capacidade de mutação. Ao todo, são cerca de 8 os vírus Influenza conhecidos. Eles infectam homens e animais e a combinação de vírus de tipos diferentes levam a troca de genes e com isto adquirem novas características.
Em 11 de junho de 2009, a organização Mundial de Saúde elevou para 6 o nível de alerta de pandemia. Esta alteração da Fase 5 para a Fase 6 não está relacionada com o aumento da gravidade clínica da doença, mas sim com o crescimento do número de casos de doença e com a sua dispersão a nível mundial.
Quando uma pessoa é infectada pela Gripe Suína transmitida pelo vírus influenza A H1N1, os sinais emitidos pela pessoa são semelhantes aos da gripe comum, mas com alguns agravantes como febre acima de 38º, moleza, falta de apetite, tosse, coriza clara, garganta seca, náusea, vômito, diárreia também podem acontecer, dores de cabeça, irritação nos olhos e dor muscular e articular.
Apesar da Gripe Suína Influenza A H1N1 ter se tornado uma Pandemia Global, existem vacinas apenas para porcos, mas nenhuma vacina para humanosatualmente, onde a vacina contra a gripe comum oferece pouca e às vezes nenhuma proteção contra o vírus H1N1, pois se trata de um vírus novo.
De qualquer maneira, o Instituto Butantan, em São Paulo, está colaborando com a Organização Mundial de Saúde para elaborar uma vacina contra a Gripe Suína Influenza A H1N1 e prevê finalizar o processo dentro de quatro a seis meses, e pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IO/Fiocruz)mapearam as sequências genéticas das primeiras variações do vírus Influenza A H1N1 que chegaram ao Brasil, que foram, segundo o Ministério da Saúde, coletados de três pacientes para chegarem à criação de uma vacina contra o vírus da Gripe Suína Influenza A H1N1.
A doença é transmitida de pessoa para pessoa como a gripe comum e pode ser contraída pela exposição a gotículas infectadas expelidas por tosse ou espirros, e também por contato com mãos e superfícies contaminadas. Essa doença tem espalhado pelo mundo através de pessoas que esteve nos últimos dez dias em países onde o número de caos é elevado, como os EUA, o México, a Argentina ou o Chile.
desde que as mortes em decorrência a gripe suína foram identificadas alguns grupos de risco foram observados. São eles: Gestantes, Idosos (maiores de 65 anos), Criança (menores de 2 anos), Doenças crônicas, Problemas cardiovasculares, exceto hipertensos, Asmáticos, Portadores de doença obstrutiva crônica, Problemas hepáticos e renais, Doenças metabólicas, Doenças que afetam o sistema imunológicos, Obesos.
Esses grupos foram considerados de risco, devido o vírus atacar primeiro as vias respiratórias e também os grupos com baixa imunidade como é o caso de gestantes e crianças. No caso dos idosos além da baixa imunidade tem o risco da gripe sazonal que é comum nesse grupo.
Tem Países que esta com índice pequeno da gripe A, cabe a nós todos numa conscientização geral, governo, cidadãos, tentar frear esse número crescente que estamos ouvidos diariamente.

Tuesday, September 15, 2009

Acidente Césio 137 Goiânia, Brasil

ACIDENTE CÉSIO 137 GOIÂNIA, BRASIL

grupo: Elis,Guilherme,Gustavo e Phillipe

Foi um acidente radioativo ocorrido no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia, Goiás. No desastre foram contaminadas centenas de pessoas acidentalmente através de radiações emitidas por uma cápsula que continha césio-137. Foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares. Tudo teve inicio com a curiosidade de dois catadores de lixo, que vasculhavam as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia), no centro de Goiânia.
No local eles acabaram encontrando um aparelho de radioterapia, eles removeram a máquina com a ajuda de um carrinho de mão e levaram o equipamento até a casa de um deles. Eles estavam interessados no que podiam ganhar vendendo as partes de metal e chumbo do aparelho em ferros-velho da cidade, ignoravam de todas as formas o que era aquela máquina e o que continha realmente em seu interior.
No período da desmontagem da máquina, eles foram expostos ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), tal substância um pó branco parecido com o sal de cozinha, porém no escuro ele brilha com uma coloração azul. Após cinco dias, a peça foi vendida a um proprietário de um ferro-velho, o qual se encantou com o brilho azul emitido pela substância. Crendo estar diante de algo sobrenatural, o dono do ferro-velho passou 4 dias recebendo amigos e curiosos interessados em conhecer o pó brilhante. Muitos levaram para suas casas pedrinhas da substância, parte do equipamento de radioterapia também foi para outro ferro-velho, de forma que gerou uma enorme contaminação com o material radioativo.
Os primeiros sintomas da contaminação (vômitos, náuseas, diarréia e tonturas) surgiram algumas horas após o contato com a substância, o que levou um grande número de pessoas a procura hospitais e farmácias, sendo medicadas apenas como pessoas portadoras de uma doença contagiosa. Mas tarde descobriu-se de que se tratava na verdade de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação. Somente no dia 29 de setembro de 1987 é que os sintomas foram qualificados como contaminação radioativa, e isso só foi possível devido à esposa do dono do ferro-velho ter levado parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária.
Os médicos que receberam o equipamento solicitaram a presença de um físico, pois tinham a suspeita de que se tratava de material radioativo. Então o físico nuclear Valter Mendes, de Goiânia, constatou que havia índices de radiação na Rua 57, do St. Aeroporto, bem como nas suas imediações. Por suspeitar ser gravíssimo o acidente, ele acionou a então Comissão Nacional Nuclear (CNEN).
O então chefe do Departamento de Instalações Nucleares José Júlio Rosenthal, dirigiu-se no mesmo dia para Goiânia. Ao se deparar com um quadro preocupante, ele chamou o médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (atualmente, Indústrias Nucleares do Brasil) e também o médico Carlos Brandão da CNEN. Chegaram no dia seguinte, quando a secretaria de saúde do estado já fazia a triagem num estádio de futebol dos acidentados.
Uma das primeiras medidas foi separar todas as roupas das pessoas expostas ao material radioativo, lavá-las com água e sabão para a descontaminação externa. Após esta medida, as pessoas tomaram um quelante (substancia que elimina os efeitos da radiação, denominado de “azul da Prússia”). Com ele, as partículas de césio saem do organismo através da urina e das fezes.
Cerca de um mês após o acidente quatro pessoas vieram a óbito, a menina Leide das Neves, Maria Gabriela e dois funcionários do ferro-velho e cerca de 400 pessoas ficaram contaminadas. O trabalho de descontaminação dos locais atingidos geraram cerca de 13,4 toneladas de lixo (roupas, utensílios, materiais de construção, etc.) contaminado com o césio-137. Esse lixo encontra-se armazenado em cerca de 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêineres em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, onde deve ficar por aproximadamente 180 anos.

Após o acidente cerca de 60 pessoas morreram vítimas da contaminação com o material radioativo, entre eles funcionários que realizaram a limpeza do local. O Ministério Público reconhece apenas 628 vítimas contaminadas diretamente, mas a Associação de Vítimas contaminadas do Césio-137 calcula que esse número seja superior a 6 mil pessoas que foram atingidas pela radiação. No ano de 1996, a Justiça julgou e condenou por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) três sócios e funcionários do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (Santa Casa de Misericórdia) a três anos e dois meses de prisão, pena que foi substituída por prestação de serviços. Atualmente, as vítimas reclamam da omissão do governo para com a assistência que eles necessitam, tanto médica como de medicamentos. O governo nega a acusação e diz que as vítimas fazem o uso do acidente como pretexto para justificar todos seus problemas de saúde.


Tuesday, September 1, 2009

Barragem do Rio Madeira

Bem, estamos buscando informações sobre construçoes de barragens, analisando criticas que foram feitas ao EIA / RIMA da barragem do Rio Madeira, acidentes que já ocorreram em barragens e algumas analises ambientais que envolvem empreendimentos no rio Madeira. Por enquanto foi isso que fizemos.

Grupo: Breno Oliveira, Cassio Araújo, Eveline Moraes, Fernanda Pereira e Igor Alves

Grupo Transposição do Rio São Francisco

Boa noite,

A fase do trabalho está no levantamento bibliográfico sobre probabilidade de falha do sistemas de bombas, melhor compreensão do capítulo 3 do Denis Kirchhoff e do RIMA da Transposição do Rio São Francisco. A introdução já está fechada e a justificativa da bibliografia utilizada está em fase de conclusão.

Grupo: Ayslan, Samuel Café, Sanderson, Tânia, Tiago.

Pré-Sal

Grupo Pré-Sal
Andrea
Cristiane
Débora
Martonchelles

Professora Renata,

Até o momento pesquisamos a respeito de qual risco seria abordado em nosso trabalho e estamos em dúvida em 2: VAZAMENTO OU ABALOS SÍSMICOS. O grupo está discutindo para saber qual risco optaremos e estamos lendo o texto que voce nos passou do COOPER sobre perfurações em alto mar.
Já foi iniciada a apresentação em slides e gostaríamos de saber se na introdução do trabalho, falando do Pré-sal, se seria possível passar um vídeo de 6 minutos aproximadamente?

Até mais.